Sobre o roteiro
O MASP não é apenas um museu — é uma obra de arte habitada por obras de arte. Suspenso sobre a Avenida Paulista por quatro pilares vermelhos que criam um vão livre de 74 metros, o edifício projetado por Lina Bo Bardi em 1968 é um manifesto estético e político: a cidade pode passar por baixo do museu, o museu não se fecha para o povo. O acervo de mais de 11.000 obras abrange 5.000 anos de história da arte — de antiguidades egípcias e gregas ao modernismo brasileiro — com destaque para a maior coleção de arte europeia do hemisfério sul, incluindo obras de Rembrandt, Raphael, Van Gogh, Renoir, Degas, Picasso e Toulouse-Lautrec. O piso do acervo, com seus cavaletes de cristal transparente que deixam obras flutuarem sem moldura tradicional, é o conceito mais revolucionário de exposição museológica do século XX: o visitante circula entre as obras, vê frente e verso, lê as fichas técnicas manuscritas originais pela própria Lina. O acervo de arte brasileira inclui obras maiores de Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Lasar Segall. O crítico de arte Flow conduz a leitura de obras em diálogo com o contexto histórico, social e político de sua produção.

